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quinta-feira, 3 de março de 2011

Seja


Seja Fonte
Fonte de água pura e cristalina, seja água abundante para quem tem sede de amor,de carinho,de força,de apoio,de diretriz.
Se você não tem nenhum motivo para ser feliz, seja feliz por ser fonte,por ser procurado por aqueles que precisam de você.

Seja Porto
Porto de chegada de almas cansadas, seja porto para aqueles que andam perdidos pelo mundo, e que precisam de um lugar tranqüilo para descansar o fardo que carregam.
Para ser porto de chegada, abrace, afague, receba, dê boas vindas.
Seja porto de saída, saída para quem precisar partir, despedindo-se das ilusões, das dores, dos fracassos e decepções, partindo para uma vida melhor, para isso, ajude, apóie, converse, estenda as mãos, ouça, oriente.
Seja também porto seguro, para quem te ama e te precisa, porto seguro para os amigos, para a família, para quem precisar.
Para ser porto seguro, esqueça o ego e pense no próximo, esqueça suas dores e amenize as dores do próximo.
Esqueça sua fraqueza e se torne forte para os outros.
Se você não tem motivos para ser feliz, seja feliz por ser porto, para receber aqueles que procuram por ti.

Seja Ponte
Ponte que liga a vida terrena à eternidade do céu.
Para ser ponte, compreenda, perdoe e deixe as pessoas passarem por você.
Para ser ponte, esteja no fim da estrada daqueles que não encontram o caminho de volta.
Seja a passagem, e não o atalho, seja o caminho livre e não o pedágio.
Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser ponte.
Ponte significa união, ligação, laços de afeição.

Seja Estrada
Estrada longa, gostosa de passear, estrada iluminada de dia pelo sol e de noite pelo luar.
Seja estrada que guia, estrada que conduz a outros caminhos.
Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser estrada, estrada dos peregrinos da vida, estes plantarão flores aos seus pés.
Seja estrada para os caminhantes do tempo, estes regarão as suas flores.
Seja estrada para os andarilhos do mundo, estes poderão colhê-las, e sentir o seu perfume.

Seja Estrela
Seja a estrela que brilha no firmamento.
Seja a estrela inspiradora dos poetas, dos românticos e apaixonados.
Para ser estrela, ilumine os que te cercam, distribua luz gratuitamente.
Seja estrela guia, estrela da sorte.
Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser estrela, por que as estrelas estão sempre no alto, são soberanas por que guiam os navegantes.

Seja Chuva
Chuva que molha os corações secos, vazios de amor, de esperança, de paz.
Seja chuva que inunda os campos áridos, que molham os jardins, que dá vida a toda vegetação, e faz transbordar os rios.
Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser chuva,a chuva é sempre esperada, por que dela depende a continuidade de toda a humanidade.

Seja Árvore
Árvore que dá frutos para quem tem fome, que dá sombra e refresca o árduo calor dos caminhantes que seguem pela vida.
Seja árvore que aninha, que acolhe os passarinhos, que enfeitam os quintais.
Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser árvore.
Por que ser árvore é ter raízes sólidas e profundas.
É ter braços que se alongam, que se estendem…
É produzir flores para enfeitar a alma de alguém, é ser forte e enfrentar temporais.
É ter suas folhas embalados pelo vento, é ser molhada pela chuva, e acalentada pelo sol, é fazer parte da criação, como um ser único.

Ser Fonte, ser Porto, ser Ponte ou Estrada, ser Estrela, ser Chuva ou ser árvore…é servir ao Universo
(Autor desconhecido)

SER SENSÍVEL...

por Ana Jácomo


Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade. Essa sensação, de vez em quando, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido.

Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Essa saudade, que às vezes faz a alma marejar, de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe, é claro que existe. Essa possibilidade de se experimentar a dor, quando a dor chega, com a mesma verdade com que se experimenta a alegria. Essa incapacidade de não se admirar com o encanto grandioso que também mora na sutileza. Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo. Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida.

Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim.

quarta-feira, 2 de março de 2011

O QUE FAZ VOCÊ FELIZ?


A lua, a praia, o mar
Uma rua, passear
Um doce, uma dança, um beijo
Ou goiabada com queijo

Afinal, o que faz você feliz?

Chocolate, paixão, dormir cedo, acordar tarde
Arroz com feijão, matar a saudade
O aumento, a casa, o carro que você sempre quis
Ou são os sonhos que te fazem feliz?

Dormir na rede, matar a sede
Ler ou viver um romance
O que faz você feliz?

Um lápis, uma letra, uma conversa boa
Um cafuné, café com leite, rir a toa
Um pássaro, um parque, um chafariz
Ou será o choro que te faz feliz?

A pausa para pensar
Sentir o vento, esquecer o tempo
O céu, o sol, um som
A pessoa, ou o lugar?

Agora me diz, o que faz você feliz?



PERDÃO




From http://alumiacoes.blogspot.com/

LIMÓN Y SAL

Música deliciosa!!!
Existe isso? rsrsrs

Limón y Sal (Julieta Venegas)

Tengo que confesar que a veces
no me gusta tu forma de ser
luego te me desapareces
y no entiendo muy bien por qué

No dices nada romántico
cuando llega el atardecer
te pones de un humor extraño
con cada luna llena al mes

Pero a todo lo demás
le gana lo bueno que me das
solo tenerte cerca
siento que vuelvo a empezar

Yo te quiero con limón y sal,
yo te quiero tal y como estás,
no hace falta cambiarte nada.
Yo te quiero si vienes o si vas,
si subes y si bajas y no estás
seguro de lo que sientes

Tengo que confesarte ahora
nunca creí en la felicidad
a veces algo se le parece
pero es pura casualidad

Luego me vengo a encontrar
con tus ojos me dan algo más
sólo tenerte cerca
siento que vuelvo a empezar

Yo te quiero con limón y sal,
yo te quiero tal y como estás,
no hace falta cambiarte nada.
Yo te quiero si vienes o si vas,
si subes y si bajas y no estás
seguro de lo que sientes

Sólo tenerte cerca
siento que vuelvo a empezar

PENSAR É TRANSGREDIR

Por Lya Luft



Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos. Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.

Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.

Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"

O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.

Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.

Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.

Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.

Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.

Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.

Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.

Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.

Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.

Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.

Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.

E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Confie em você


Confie em você
Desilusão: danço eu, dança você, na dança da solidão...
Por Lousanne de Lucca


Hoje quero conversar com vocês sobre um sentimento que todos nós já tivemos e que é muito dolorido: a desilusão. Gente, como isso machuca, não é? Faz-me lembrar uma música do Paulinho da Viola que diz: "Desilusão, desilusão, danço eu, dança você na dança da solidão..."

Quantas vezes nós já passamos por isso e quantas ainda vamos passar? Creio que muitas. Temos o costume de criar muitas expectativas sobre as coisas, as situações, as pessoas... Sonhamos, imaginamos, voamos alto... e depois, quando os fatos não acontecem do jeito que queremos , ficamos nos sentindo magoados, tristes, deprimidos...

Fazemos nossos planos e contamos com a realização e sucesso deles, e quando não se realizam, ficamos desmontados. Aí, então, costumamos reclamar da vida, das pessoas e, muitas vezes, de nós mesmos, por não sermos bons o bastante para conseguir concretizá-los. Ficamos decepcionados com a vida, com as pessoas e com a gente mesmo... Indagamos: Como não aconteceu como eu havia imaginado?

Isso acontece desde uma situação corriqueira até os grandes dramas de amor. Ficamos decepcionados, simplesmente, por não encontrarmos um produto que queríamos no supermercado ou por colocarmos nossa fé total em uma pessoa que não não correspondeu às expectativas.

Se nos inferiorizamos, se fazemos de nossos sonhos o objetivo de nossa vida, se todo valor que acreditamos colocamos fora de nós, e não dentro, nossa decepção acaba sendo permanente. As pessoas não estão aí para nos servir. Somos muito mimados, queremos que os outros solucionem nossas necessidades, e quando não o fazem, desiludimo-nos. Com quem está decepcionado agora? Olhe e perceba o que queria dessa pessoa, e também o que deixou de fazer para si mesmo. Toda queixa é confissão.

Você não assume o poder que tem, não assume a responsabilidade sobre você próprio, mas quer que o outro assuma. É cheio de medo, mimado, pretensioso e depois reclama. Cria um modelinho e quer que os outros cumpram. Inventa um filminho em sua cabeça e depois quer forçar a vida a encená-lo. Num passe de mágica, tudo deveria ser como imagina, não quer aceitar a realidade por julgá-la cruel e negativa.

A dificuldade que temos em lidar com o real traz grandes desilusões, decepções, dor e sofrimento. Fechamo-nos para ela e ainda nos colocamos como ofendidos e traumatizados. Não a consideramos boa o suficiente para nós ? seres tão maravilhosos e bons. Então nos vingamos: já que ela não foi como achávamos que deveria ter sido, decidimos não ser como ela gostaria que fôssemos.

Que tal olhar-se e ver onde está se pondo. Que tal ser verdadeiro com o que sente e enfrentar as ilusões que tem sobre a vida? Que tal enfrentar os seus medos?

A verdadeira sabedoria começa onde termina o medo e começa a vida. Somos livres para escolher o que queremos para nós; a realidade à nossa volta será igual ao nosso nível de consciência, ela refletirá a responsabilidade com que nos assumimos.

Temos senso, não precisamos deixar a imaginação tomar conta. Não podemos nos condicionar a sermos felizes somente quando nossos planinhos acontecem. Quem alimenta muita ilusão acaba sempre em desilusão... Todas as vezes que colocamos em nosso discurso, um deveria, um tinha que, estamos deixando que nossa ilusão tome conta. E esquecemos que somos apenas seres humanos, repletos de erros e acertos, enganos e desenganos... Todos nós queremos, de uma maneira ou de outra, ser felizes. Todos nós nos iludimos muito e sofremos com o outro. Cobramos de nós mesmos que sejamos a perfeição encarnada e esperamos que o outro também seja.

Quando somos responsáveis por nós mesmos, assumimos o poder de atrair as coisas que queremos, pondo-nos no melhor, e assim esse melhor vem para nós. Ao nos libertarmos de nossos sonhos, a vida abre a porta da realidade palpável de sua beleza.

Então, que tal assegurar-se em si mesmo? Que tal confiar em si e naquilo que realmente é? Onde escolherá se pôr ? no seu melhor ou no seu pior? Vai ficar aí decepcionado com o mundo ou vai assumir a responsabilidade sobre si? Vai ficar mais perto de si e apoiar-se, ou vai colocar-se como vítima decepcionada das situações, porque seus sonhos não se realizaram? Vai assumir seu poder ou vai deixar-se ficar desiludido? A escolha é sua...


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